Rota 3 | ISA

Onde?

Instituto Superior de Agronomia, Tapada da Ajuda | 1349-017 Lisboa

Quando?

29 de fevereiro de 2012

Vagas: 200

14h00 | Receção

14h30 | Bom para cada um, mau para todos…

Prof. José Lima Santos, ISA-UTL

Este é o tema de um ensaio célebre em economia dos recursos naturais intitulado The Tragedy of the Commons, que analisa as consequências do livre acesso aos recursos naturais: a sua degradação e esgotamento. O colapso dos recursos pesqueiros, a desflorestação, e as emissões de gases com efeito de estufa são todos exemplos de uma mesma história, em que cada um, agindo no seu interesse pessoal, nos leva à desgraça de todos. Como procurar, na matemática, a expressão do interesse pessoal, do bem comum e das soluções para o livre acesso?



 

14h45 | Como pesar a vaca

Profa. Isabel Neto, FMV-UTL

É necessário rigor no respeito pelas doses e tempos de administração de antibióticos, quer se trate de humanos ou de outros animais.

Quando o médico-veterinário quer utilizar um antibiótico para tratar um animal e calcular a dose correta necessita de saber: que dose é recomendada pela indústria farmacêutica e qual é a cinética de absorção, permanência e eliminação do antibiótico em questão? Mas como pode estimar o peso do animal sem uma balança?



15h00 | Atividades

Entre aromas e sabores
Margarida Moldão e Suzana Dias

Nesta actividade pretende-se sensibilizar os alunos para o interesse da análise sensorial dos alimentos no controlo de qualidade e no desenvolvimento de novos produtos para a indústria alimentar. Após a prova de soluções aquosas com os gostos elementares (doce, salgado, amargo e ácido), os alunos serão convidados a fazer provas cegas de sumos processados pelas vias convencional (pasteurização) e alternativa (altas pressões hidrostáticas). A interpretação/validação dos resultados sensoriais obtidos só é possível através de ferramentas estatísticas.

Visita guiada ao mundo dos genes
Leonor Morais-Cecílio

Esta actividade tem como objectivo o conhecimento de algumas técnicas de análise de DNA usadas em testes de parentesco. Para isso os alunos procederão à análise de DNA amplificado por PCR para detecção de relações de parentesco entre indivíduos.

Clonagem de plantas por cultura de tecidos: vantagens e não só…
Sara Amâncio

O objectivo desta actividade é sensibilizar os alunos para a importância das técnicas de Biotecnologia Vegetal para obtenção de clones e seus efeitos na diversidade biológica. Visita ao Laboratório de Biotecnologia. Fundamentos das técnicas de cultura de tecidos de plantas, dos métodos de clonagem in vitro de plantas superiores, da regeneração de plantas por organogénese e por embriogénese somática.

Clima e solos em acção
Nuno Cortez

A importância do conhecimento do solo e do clima como recursos ambientais. Discussão das diferentes funções do solo ao nível do ecossistema global. Referência à Matemática como ferramenta indispensável para o estudo do clima e do solo. Visita à estação meteorológica e demonstração do seu funcionamento. Visita ao dispositivo lisimétrico para o estudo do solo.

Caminhada florestal na Tapapa da Ajuda
Pedro Ochôa de Carvalho

Aprendizagem de aspectos de biologia das árvores e de ecologia das florestas. Identificação de espécies florestais. Observação do arvoredo. Medição e inventário florestais. Distribuição de um guião e ficha para ser preenchida pelos “caminhantes” durante a visita.

Da semente à floresta
Carla Faria

Na produção das plantas podemos antecipar os resultados? Talvez!
O comportamento das sementes e das plantas são sempre imprevisíveis e dependem de factores que nem sempre conseguimos controlar.
Muitas vezes, basta avaliar a “olho nu”, mas são os ensaios que fazemos e a análise estatística destes que nos possibilitam “prever o futuro”.

Da madeira ao papel
Jorge Gominho

A actividade prevê uma breve descrição sobre o processo de fabrico do papel a partir de diferentes fontes de material lenhocelulósico. Será também feita a apresentação de diversos tipos de papeis e cartões e explicada as diferentes propriedades químicas, ópticas e físico–mecânicas.

Da Primavera silenciosa à protecção integrada
Elisabete Figueiredo

A utilização maciça de pesticidas de largo espectro conduziu a problemas ambientais graves nas décadas de 60-80 do séc. passado. Rachel Carson com o livro Primavera Silenciosa foi um dos primeiros gritos de alerta. Houve, entretanto, uma grande evolução na forma de fazer a protecção de culturas. Hoje, em protecção integrada, pretende-se utilizar, preferencialmente, meios de protecção alternativos à luta química, minimizando a aplicação de pesticidas apenas às situações em que sejam estritamente necessários e seleccionando os de menor toxidade e impacto ambiental. Os participantes irão proceder à avaliação da necessidade de tratamento, por amostragem, num caso concreto, conhecer alguns auxiliares importantes em luta biológica e formas de uso sustentável de pesticidas.

A matéria orgânica – do animal à planta
Cristina Queda

Os resíduos orgânicos são cada vez mais um problema para a sociedade. O que podemos fazer para o resolver? Vamos reciclar e valorizar a matéria orgânica dos resíduos? O que é a compostagem? Como realizamos a compostagem e a controlamos? Como usamos a matemática para nos ajudar?

Avaliação do sabor e da cor da fruta – Física, Química e Matemática!
Cristina Moniz Oliveira e Mariana Gomes Mota

Uma pêra Rocha está verde? Ou está já amarela? E estará já madura? E numa maçã Granny Smith verde na casca significa verde por dentro? A química, a física e a matemática ajudam-nos a responder a estas perguntas antes de ‘metermos o dente’!
Medição do açúcar de frutos com refractómetro e dos ácidos orgânicos por titulação. Medição objectiva da cor da epiderme e da polpa usando um colorímetro (transformação das coordenadas cromáticas em tonalidade e saturação).

Fazer um gelado (bem frio), misturando uns ingredientes numa tigela
Conceição Loureiro Dias e Catarina Prista

Misturar uns ingredientes e fazer um gelado, bem frio? Claro que um dos ingredientes tem de estar ainda mais frio. Esse ingrediente é azoto líquido. O azoto, que representa cerca de 80% do ar que respiramos, depois de purificado e comprimido mantém-se em ebulição a cerca de -196ºC. É mesmo muito frio. Misturando-o com ingredientes saborosos, faz-se um gelado fantástico. Vamos fazer gelado, prová-lo e pensar nas alterações de volume que sofre o azoto e os cuidados que implicam para a sua manipulação.

17h00 | Encerramento

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